"A empresa reconheceu nesta terça-feira sua falta de supervisão sobre conteúdos que promovem a violência contra a mulher na rede social"
Em um texto publicado em sua página Facebook Safety, a companhia admitiu que seus "sistemas para identificar e eliminar mensagens de ódio não funcionaram como deveriam", em particular "no que se refere à violência de gênero".
Dezenas de associações feministas enviaram uma carta aberta à direção da rede social, que aloja páginas como "Estuprar com violência sua amiga só para rir", "# Orgulho de ser hetero" e "Flagradas no ônibus". Juntamente com a carta, iniciou-se uma campanha para que as marcas anunciantes abandonassem sua publicidade no Facebook até um posicionamento oficial da mesma. Aproximadamente 15 companhias aderiram ao boicote, inclusive a Nissan do Reino Unido.
Após tamanha comoção, o Facebook assumiu sua deficiência no que diz respeito a identificar e coibir discursos públicos de ódio. Apesar de prometer mudanças e melhoras, a postura oficial da equipe de Mark Zuckerberg reforçou seu interesse em incentivar e assegurar a liberdade de expressão de seus usuários.
"Proibimos o conteúdo considerado prejudicial de forma direta, mas permitimos as declarações ofensivas ou controversas", esclareceu a vice-presidente de Política Pública Global.
(Leia mais em Revista Exame)
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